Quando pensamos em inovação, nosso pensamento geralmente é remetido para tecnologia, start-ups, investimentos, sucesso, etc. De fato, realmente as inovações tem grande sinergia com esses temas, na sua maioria, demandam cifras elevadas para serem desenvolvidas e geram retornos financeiros agressivos, mas, o que, e quanto, efetivamente necessitamos para inovar?
Em primeiro lugar a inovação busca resolver um problema, ou melhorar uma solução já existente, para isso é necessário um investimento relevante em P&D(pesquisa e desenvolvimento), protótipos são criados e recriados até obtermos um MVP (Minimum Viable Product) e iniciarmos os testes.
Para obter um retorno sobre o elevado investimento de uma inovação, ela necessita ser escalável, precisamos atingir uma parcela mínima de mercado para ter ganho de escala e atingir um ROI (Return on Investment) que atenda as expectativas dos investidores, para isso as verbas para lançamento e marketing são bem agressivas.
Uma terceira variável, mas não menos importante que as anteriores, são as pessoas, é necessário uma equipe especializada e dedicada para obtenção do sucesso, isso sem dúvida não é barato e deve ser somado a conta dos custos da inovação.
O processo de inovação requer muita dedicação, em muitos casos, de forma exclusiva e exaustiva, noites são perdidas e as famílias dos envolvidos podemser preteridas a favor de uma causa comum, essa é uma variável muito difícil de quantificar. Quanto custa a perda de uma amizade por divergências durante o processo de inovação? quanto custa alguns anos perdidos da infância dos filhos? Quanto custam dezenas ou milhares de pessoas mortas, como consequência da bomba nuclear?
As primeiras inovações criadas pelo homem como o fogo e a roda, tinham como objetivo facilitar as atividades do cotidiano, mas com o passar do tempo o ser humano se tornou seu próprio canibal (conceito de Wetiko) é como se estivéssemos contaminados pelo vírus do egoísmo que nos impede de perceber o verdadeiro valor das vidas humanas. Inovar é fundamental para existência humana, mas se criarmos uma função matemática para isso, F(X) = Y, sem dúvida o resultado seria F(homem) = inovação e nunca podemos inverter as variáveis.